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Dicas para seu Planejamento Estratégico

Planejamento estratégico é um trabalho de equipe, demanda estrutura de apoio, pede uma visão holística da organização e de seu negócio e a compreensão que haverá um longo período de aprendizado e consolidação. Mas, é perfeitamente adaptável ao porte e à complexidade de cada operação empresarial.

Como qualquer atividade estrutural mexe com as pessoas, coloca-as frente a desafios, força-as a mudarem de atitude, exige método e pede por comprometimento do time. Logo, encontra a resistência natural de todo processo novo, de toda mudança.

Apesar dos devaneios metafóricos, guerras e negócios guardam relação conceitual – reforço o conceitual. Algumas similaridades convergem. Tratam de alcançar um objetivo suplantando o oponente.  Exigem pensamento e ação. Reconhecimento, estratégia e tática. 

Para aqueles que leram Sun Tzu e von Clausewitz, provavelmente os mais conhecidos estrategistas militares, cujas obras alimentaram muito, senão a maior parte, da estratégia militar incorporada aos negócios, é fácil reconhecer as suas distintas abordagens quando aplicadas no meio empresarial. 

Sun Tzu, é filosofia Tao levada ao plano militar, uma inteligência com agudo senso de sensibilidade à percepção do cenário, do autoconhecimento, do conhecimento das forças e fraquezas e do oponente. Promove a fluidez, a flexibilidade, a inteligência, a dissimulação e a surpresa. Defende, como máxima, que a maior vitória é obtida quando não é preciso ir à guerra. Quando a vitória é obtida dobrando a vontade do inimigo. O conceito de vitória de Sun Tzu é mais próximo ao conceito de sucesso empresarial. Não trata de aniquilar, mas de superar e coexistir.  

Em contraponto, a filosofia militar de Clausewitz preconiza dois princípios centrais, a massiva aplicação de força exercida sobre o centro de gravidade do exército inimigo. Esse pensamento levou ao matadouro do front ocidental na primeira grande guerra. No moderno mundo dos negócios, onde é aplicado vê-se muita força bruta e pouca sutileza. Negociações que buscam vantagem absoluta. Tal modus operandi mostra-se eficaz, mas tem sucesso relativo ante os danos colaterais. Concorrência predatória, exploração da cadeia de suprimentos, danos ambientais e práticas abusivas permeiam empresas que adotam essa estratégia.

Estratégia é a maneira com que desde uma circunstância presente otimizamos uma posição futura. Formular uma estratégia pressupõe o reconhecimento e autoconhecimento. Domínio e uso correto da informação. É, portanto, de vital importância a pesquisa. Pesquisa de campo, dados primários transformados em informação útil e confiável. Conhecer e entender o supersistema, as variáveis que afetam o seu negócio, as oportunidades e as ameaças. Quais as forças e fraquezas e quais as capacidades e habilidades que sua empresa reúne, que precisa melhorar ou precisa buscar.  Saber como organizar isso tudo e direcionar para aquilo que o cliente espera e pelo que deseja pagar, sua proposta de valor.

Estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota (Sun Tzu).  Empresa com estratégia, mas sem tática tem grandes pensadores e nenhuma ação. Agir sem estratégia implica em desordem. Estratégia e tática são interdependentes e pedem conectividade e equilíbrio entre si.

O liame entre a estratégia e a ação é a liderança. Liderança inspira pelo exemplo, pela perseverança, pelo trabalho em equipe e pelo gerenciamento, mas, também pela disciplina. É a liderança que conecta, equilibra e mantém coesão entre a informação, a estratégia, a ação tática e os necessários ajustes ao longo do caminho. 

Isso traz à perspectiva a essência para o sucesso do planejamento estratégico e as “dicas” prometidas: reúna conhecimento sobre seu negócio e o entorno; escolha cuidadosamente qual tipo de filosofia irá suportar sua estratégia de negócios; leve estratégia à ação e siga em frente com persistência e disciplina.

E, sobre o valor utilitário do planejamento estratégico fica, como reflexão, outra citação a Sun Tzu: “Você pode imaginar o que eu faria se pudesse fazer tudo o que posso?”

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